foto:/\/\@r00|\|3|)@flickr
Chegar a Edimburgo no início de Agosto é ser inundado de propostas para uma noite divertida e o impossível é escolher.
O festival de arte encarrega-se de encher as ruas de cor, de música, de pessoas e de folhetos.
A cidade já era Linda por si só, mas assim artística e tudo só dá para não querer sair de lá.
Entrar e experimentar, ver tudo o que a surpresa nos pode trazer ao virar de um palco. Por mim ficava lá uma semana bem entretida.
Mas injustiça das injustiças, calhámos numa versão de entretenimento de fazer inveja aos malucos do riso. Piada brejeira fácil e argumento comparável ao teatro de escola secundária.
O pior não foi a seca que eu passei, o pior foi os meus colegas todos adorarem o espectáculo, e acharem-me uma arrogante snob por dizer que não tinha gostado nada.
É óbvio que eles não têm os malucos do riso cá na Dinamarca...
segunda-feira, agosto 21, 2006
Fringe!
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Maffa
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11:34 p.m.
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sexta-feira, agosto 18, 2006
Os meus dois traumas
- Aprender a fazer contas de dividir
- Aprender Dinamarquês
De volta às aulas. É tão dura a realidade que mais valia não ter estado três meses de papo para o ar.
3 Meses em que eu, assim como as pessoas normais, me dedico ao dolce fare niente depois do trabalho.
Que posso ir ao supermercado pensar numa receita deliciosa para o meu viking fazer, que fico à noite a ver um filme, que falo ao telefone até perder a consciência...
Agora a ditadura das aulas e do estudo, chegou para ficar. Se não acabar os dez níveis de Dinamarquês até ao fim do ano, a câmara municipal deixa de me pagar as aulas! E depois é a pagantes, que é uma pequena fortuna.
As contas de dividir - que semana dura na primária.
Eu sentava-me à secretária e chorava, dizia à professora que não entendia.
Aquilo não me entrava de maneira nenhuma. Depois à custa de muita lágrima e marranço lá se fez luz na minha cabecinha.
E um dia descobri a máquina de calcular.
Quando é que eu descubro a máquina de calcular da língua Dinamarquesa?!
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Maffa
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10:03 a.m.
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quarta-feira, agosto 16, 2006
Só me saem é Duques!!
Entao nao é que na única semana que eu ponho os pés no Reino Unido me calha uma Mass Murder Plot na rifa?!?!
Lá me cancelaram o voo para ir para Londres, lá tive de ir de comboio e pagar uma nota preta... lá tive de stressar com o voo de volta.
Mas tudo correu bem! Acompanhada do meu saquinho transparente, a nova moda aeroportuária, fez de todos os passageiros estrelas do Glamour e até assustou os bombistas que não deram mais sinal de vida.

E cheguei a Londres! O destino mais desejado e onde passei um belo fim-de-semana na companhia da Voa Boa, estrela de Noting Hill e da dupla Tê e A - uma das especialidades da Camden area.
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Maffa
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10:45 p.m.
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Nós em Glasgow e Edimburgo ali tao perto...
foto: daveybot@Flickr
Uma semana de inspiração para achar que afinal vale a pena:
Trabalhar, discutir ideias, até as horas repetidas com as mesmas experiências, e as detestadas linhas apertadinhas dos artigos acumulados na secretária.
Muito bom!
2500 Parasitologistas - desde a ténia ao cestode, passando pela malária e não esquecendo os parasitas do olho do peixe!
Glasgow para mim não foi mais que uma ida e vinda do hotel para o centro de conferências e uma escapada de um fim de tarde de compras.
Não descobri nada na cidade e pouco se revelou no meu caminho.
A não ser umas pessoas simpáticas sempre prontas a ajudar de todas as formas.
Mas o sotaque... AI! O sotaque imperceptível... difícil mesmo.
O meu maior desejo foi que a conferência se tivesse passado em Edimburgo!
Isso sim, uma cidade a desvendar.
Vou ali e já conto TUDO!
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Maffa
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12:29 a.m.
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terça-feira, agosto 01, 2006
Contacto da Fada da Bimby
illust: Monique@Flickr
A todos os interessados a verem uma demonstração e saberem mais e a provarem tudo.
Posso-vos revelar que a fada da Bimby é a minha Mãe:
Isabel Marques - 919839241
Até lá continuem a mexer o tacho que eu fico a deliciar-me com os meus cozinhados rápidos e saudáveis :P
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Maffa
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12:20 a.m.
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quinta-feira, julho 27, 2006
O mundo maravilhoso da Bimby!
Foto: K&S@Flickr
Venho-vos aqui falar da minha companheira inseparável na cozinha, das horas a menos que eu lá passo, dos amigos deliciados e dos cozinhados que eu faço que nunca pensei conseguir...
Nunca cozinhei na vida, apenas quando vim viver para a Dinamarca com 24 anos em que tive de demonstrar a mim mesma dotes culinários se não queria passar o resto dos dias a comer pão com manteiga e massa com legumes.
Passados uns meses de comer os mesmos 5 pratos que já enjoavam, trouxe o meu presente de emancipação dado pela minha mãe linda.
A Bimby é um espectáculo! Com ela faço tudo aquilo que eu nunca pensei ser possível fazer numa cozinha comandada por mim.
Gelados, doce de ovos, pão de ló, feijoada, empadas, pastéis de bacalhau e até pastéis de nata.
Tudo em três tempos e a evitar o percurso de olhar para o tacho, mexer o tacho... ver em que ponto está o tacho.
É cozinha eficiente! E acredito mesmo que o futuro é a Bimby.
Assim mais ou menos como a revolução da máquina de lavar roupa em gerações anteriores. Havia sempre quem dissesse que aquela invenção era só para roubar dinheiro, e que a roupa ficava muito mais bem lavada à mão.
"Roupinha minha não precisa de uma máquina ali a mexer e a estragar"
Ah pois... Sem Bimby sinto-me no século passado!
Cá em Copenhaga sou conhecida pela Mafalda da Bimby - que faz uns doces óptimos.
E sempre que há um jantar lá levo eu qualquer coisa, porque na Bimby é tão fácil e não custa mesmo nada.
Para vossa sorte, imaginem que conheço a MELHOR demonstradora de Bimby do mundo.
E quem quiser conhecer e ainda ter um jantarinho agradável e pasmar com a rapidez da coisa, façam o favor de me mandar um mail ou deixar um comentário que eu ponho-vos em contacto com a fada da Bimby.
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Maffa
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12:18 a.m.
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terça-feira, julho 25, 2006
Aqui derrete-se
Foto: Vintage people
Os Dinamarqueses têm muita graça.
Não estão habituados a calor...
Ficam felizes, alguns bufam, outros entram em histeria...
É bonito de ver!
Um exemplo de dar estalos na cara:
Hoje no trabalho:
- Olá estás de volta! Como é que foram as férias?
(cara de seca, de sacrifício e suspiro longo...) - Too warm!
- Too warm?! ok... For me it's Perfeeeecttt!
Depois há exemplos de histeria.
- Andam Descalços por todo o lado! No supermercado... que nojo!
E agora passou aqui um no laboratório descalço e com a planta do pé preta!
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Maffa
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3:06 p.m.
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segunda-feira, julho 17, 2006
Vida de ciclista
Pois é, a maravilha de andar de bicicleta para todo o lado não são só rosas.
Estava eu calminha a relaxar de volta para casa, (escolhi uma rota alternativa para ir junto aos lagos e viver o verão...)vejo um cão ao longe a correr, e o meu primeiro pensamento foi:
Bem, se fosse em Portugal já estava cheia de medo porque tenho sempre a impressão que os cães se atiram às perninhas do ciclista.
Mas aqui já tinha experimentado várias vezes passar ao lado de cães e eles ficarem na sua, ignorarem-me no meio de tanta bicicleta.
Eu a pensar no cão inofensivo, este começa a ser perseguido por outro cão, acelera na sua rota e muda de repente de direcção, vindo-se escarrapachar totalmente na roda da minha bicicleta, que dá uma guinada e se espeta na minha perna.
Ainda fiquei a olhar para o cão a ver se ele estava bem sem perceber muito bem se tinha sido eu a atropelá-lo ou ele a mim.
Depois vem a dona a desfazer-se em desculpas, eu a pensar que ela se ia queixar porque eu não podia andar ali de bicicleta, mas pelos vistos o cão também não podia andar sem trela.
Acordámos que eu e o cão estávamos bem e seguimos o nosso caminho, eu com uma perna bem mais colorida e o cão com um galo ou coisa do género.
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Maffa
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2:29 p.m.
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sexta-feira, julho 14, 2006
Raparigas Dinamarquesas
Foto: Martin White
Generalizando um bocado, posso dizer que são raparigas puco doces, pouco compreensivas. Nao as consigo enquadrar na imagem que tenho do feminino (em relaçao à personalidade).
Deve ter a ver com o facto de serem muito independentes, a emancipação da mulher começou desde muito cedo na Dinamarca e gaja que é gaja aqui no norte faz tudo sozinha, precisando de pouco apoio para qualquer que seja a actividade.
Isso deu-lhes uma certa dureza.
Nao jogam conversa fora.
E se fazes uma coisa mal, não há cá desculpas, o dedo inquisidor fica apontado. Até doi!
Na minha semana intensa de Dinamarqueses, reparei que havia uma rapariga assim mais molinha, mais princesinha, que gosta de deitar conversa fora, de dizer pelo menos umas três vezes: "Ai que belo passeio que hoje fizemos!".
Que pergunta - "como vais? como estás?"
Que sorri só porque sim.
Que fala do futuro e dos sonhos e pergunta sobre a família e os irmãos.
Que pede ajuda montes de vezes.
Mas por acaso sei o que os outros falam dela: que é chata! que é metediça, que não consegue fazer nada sozinha.
Nos estrangeiros devem tolerar outros comportamentos mas numa Dinamarquesa, é logo apelidada de estranha.
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3:44 p.m.
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quarta-feira, julho 12, 2006
Socorro!
Tenho um viking em casa possesso com o calor.
O rapaz berra, bate com as portas, tem acessos de raiva, põe a casa toda em corrente de ar, numa ventania que me obriga a vestir o casaquinho.
Eu nunca o vi assim!
Está calor e estas casas são um forno porque estão preparadas para o inverno.
Mas até sabe bem!
Enfim, vejo-o a barafustar e preocupo-me: "Como é que eu o vou levar para Portugal?"
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12:21 a.m.
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segunda-feira, julho 10, 2006
Semana lost in translation
Então eu vou contar só um bocadinho para não receber as bocas do costume:
Vá lá... não sejas pessimista, aproveita a vida! Não deve ter sido assim tão mau... Esquece lá isso, e outros mimos do género.
Para mim férias é risota, é sol, é passear, é aprender, é falar, aproveitar cada momento e sentir o sabor da vida!
E numa casa rodeada por Dinamarqueses por todos os lados é quase impossível cumprir os pré-requisitos para uns dias serem chamados férias.
Não é que as pessoas fossem parvas, más, estúpidas ou me fizessem mal.
Mas são Dinamarqueses. Têm lá a sua forma de conviver, muito diferente da minha e difícil de explicar por palavras mas na qual não me consigo integrar.
O dia passava-se bem, entre joguinhos, banhos de sol, vólei, brincar com os miúdos, conversas esporádicas.
A noite era um tormento, um verdadeiro atentado à minha natureza.
O jantar era lá pelas sete, em que a comida era deliciosa posta na mesa sem que eu movesse uma palha.
Lá que são organizados são: toda a gente tinha um dia de cozinhar e arrumar e o resto do tempo era papo para o ar!
Mas depois do jantar, reuniam-se como um clã à volta da mesa, numa conversa única. Sem conversas paralelas, por mais que eu tentasse meter conversa com o vizinho do lado, percebia que o estava a atrapalhar na participação da conversa geral que se dava com intervenções alternadas por uma ou outra pessoa, que provocava gargalhadas nas outras todas.
Embora o meu nível de Dinamarquês seja razoável, não dava para seguir aquele nível de piada e ironismo, de bate boca, e mesmo com traduções esporádicas do meu T. a coisa não ia lá.
It is just not fun!
Retirava-me para a sala e ia ler o meu livro ouvindo as gargalhadas lá fora...
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8:31 p.m.
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terça-feira, julho 04, 2006
Até segunda! (II)

Aqui vou eu para Bornholm - A ilha Dinamarquesa onde o sol sempre brilha! (A ver...)
Vou para casa de uns amigos do Timme e vamos acampar no jardim, pois ao todo seremos 24 adultos e 4 crianças!
Se fossem Portugueses, eu iria cheia de vontade e a pensar que ia ser a loucura total.
Mas sendo todos Dinamarqueses, parece que vou para um campo de concentração, em que tenho de manter o sorriso mesmo sem perceber puto do que eles dizem e ser simpática sempre que decidam ter a generosidade de falar Inglês comigo.
Vou levar dois livros! E brincar com os putos!
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11:29 p.m.
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Ai as minhas cruzes...
Fotos: Jonaswho
Voltei! Meia rota, com dores em todas as partes das costas, com herpes, com cabelo à palha-de-aço que talvez depois de muita máscara vá voltar ao lugar, mas acho que escapei aos piolhos! Ufa!
Eu, completamente inexperiente em festivais de verão decidi aos 26 anos ir ao maior da Europa que chegou a ter 75.000 gatos-pingados.
Acima vêm o ponto de encontro. A árvore mais gira do local.

Aqui, a desilusão: todos os concertos estavam apinhadíssimos. Tendo uma pessoa de se contentar com um lugar fora da tenda, sem experienciar o todo do concerto. Nomes conhecidos, esquece, ou se estava lá uma hora antes a marcar lugar ou estava-se fora a contentar-se com as migalhas.

Por isso o que gostei mais foi de ver bandas que não conhecia, e o contacto directo e próximo faziam de quase todas uma grande experiência!
Vi Birdy Nam Nam, Death cab for cutie, Tied and Tickled Trio, Kieran Hebden, Ms John Soda, Rumpistol, Insen.
E dos nomes grandes vibrei com dEUS, Guns and Roses, Tool, Placebo e principalmente o melhor dos melhores Roger Waters... Como é que música feita há trinta anos faz emocionar daquela maneira ainda nos dias de hoje?!
Desilusões foram Goldfrapp a miúda ficou doente e não apareceu.
Sigur Ros não deu para ver... Cheio de mais! E experienciar aquela música espiritual com milhares de pessoas a falar, a passar, a pedir com licença... é estragar algo muito bom.
No fim, vinha cheia de informação, nem mais uma nota este tímpano podia experienciar.
A organização do festival foi qualquer coisa de espectacular. Eu nunca tive em nenhum grande festival em Portugal, por isso não dá para comparar.
Mas neste havia acesso para cadeiras de rodas para todos os palcos, havia assim um tipo de um camarote com acesso fácil onde se viam muitas cadeiras de rodas. Impecável!
Ah e davam água em todos os concertos, até no concerto de Tool, no meio do moche, haviam copinhos de água a passar, e os grandalhões, paravam os pontapés só para dar um golinho :-)
Ai se estas paredes pudessem falar...
Choravam de dor! Pois durante 4 dias foram banhados com urina de 75.000 bebedores constantes de cerveja. Um cheiro pestilento!
Só cheirado contado ninguém acredita...
As minhas narinas já estão a recuperar e o que fica são as memórias de um fim-de-semana muito bom!
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1:04 a.m.
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segunda-feira, julho 03, 2006
e eu lá no meio caladinha...

Vi o jogo no festival, que estava pejado de Ingleses. Tinham lá um grande ecrã e eu estava rodeada de Ingleses por todos os lados, eram para aí 2 mil, sem exagero!
Só vi três t-shirts de Portugal e estavam muito longe de mim, e ainda mais calados que eu.
Foi duro! O que vale é que tinha mesmo ao lado, por acaso, uma Dinamarquesa adepta fervorosa de Portugal.
Bem a rapariga fazia cá um chavascal que eu e principalmente o T estávamos com um bocado de medo da reacção dos Ingleses. Cada vez que os ingleses falhavam ela soltava uma gargalhada poderosa de gozo! E sempre a mandar os Ingleses falhar em alto e bom som!
Mas foi lindo!
E ver os Ingleses todos a saírem caladinhos?! No caminho até ao local do festival não se ouvia mosca.
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5:42 p.m.
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quinta-feira, junho 29, 2006
Até Segunda!

Amanha parto para o maior festival da Dinamarca, o de Roslkilde que já faz vibrar desde 1971
Vai ser LINDO!!
Só espero é que nao chova... Senao acabo assim!
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1:35 a.m.
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terça-feira, junho 27, 2006
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9:27 p.m.
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segunda-feira, junho 26, 2006
Nao me perguntem porquê
Mas hoje dei por mim a lembrar-me da razão que me fez acabar tudo com o meu primeiro namorado.
Quinto ano, eu era um sucesso na turma (bons tempos!) - Aliás nunca tive tanto sucesso na minha vida como naquele ano.
O que prova que a maturidade dos rapazes atinge O pico aos dez anos e a partir daí desce vertiginosamente até ao infinito.
Os olhares trocavam-se corríamos no pátio juntos as minhas amigas diziam que ele só tinha olhos para mim, e eis que o cartão esperado aparece no cacifo.
Dizia assim:
Amo-te muito
Queres namorar comigo?
SIM _ NÃO _ TALVEZ _
Estive tentada a pôr a cruz no Talvez para me fazer de difícil. Mas não podia ser... o meu coraçãozinho já ano aguentava de tanta emoção.
Depois começámos a namorar.
Mas isto já era fim de ano (altura em que tudo adquire uma urgência e os rapazes decidem tomar a iniciativa)
Devemos ter dado dois beijinhos escondidos no pátio e no meio de outros recém-casais. Ah sim, porque aquilo era tudo muito partilhado e social.
Mas tudo acabou quando na festa do fim de ano ele queria que eu dançasse slows com ele com as mãos agarradinhas à volta do pescoço e coladinha a ele.
Eu disse que NÃO!
Do alto da minha seriedade afastava-o de mim e mantinha o limite de meio metro de distância.
Aquilo foi intolerável para ele que decidiu começar a dançar com outras que o agarrassem como deve ser.
Não lhe falei mais mas fiquei na festa até ao fim, para mostrar que me divertia sem ele!
No ano seguinte, ele já não era o mais giro do colégio, nem eu a mais gira da turma.
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10:30 p.m.
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sexta-feira, junho 23, 2006
Copenhaga está uma brasa!


Com as minhas novas aquisiçoes estilosas, ninguem me pára!
Queriam não queriam?!?! Então força!
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1:08 a.m.
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quinta-feira, junho 22, 2006
Danone fica que és adorada!
Uma coisa que faz falta aqui são os iogurtes. Eu como verdadeira Portuguesa da geração do hipermercado passo-me com as paredes forradas a iogurtes, com os sabores novos, com as texturas cremosas ou crocantes. Adoro levar um iogurte para todo o lado e sentar-me calmamente a saborear o meu lanchinho.
Ora, nesta terra os iogurtes individuais, em caixinhas pequeninas práticas para toda a ocasião não fizeram sucesso.
Aqui o iogurte é a litro tal e qual pacote de leite e com uma variedade de sabores bastante limitada.
Cadê os iogurtes de manga, de cereais, com ameixas e que nos salvam de todo e qualquer possibilidade de doença, e nos regulam o intestino?
Há realmente muito pouco.
Em caixinhas individuais são mais sobremesas, mousses e arrozes doces ou pudins - Nada disso que eu queria.
A loucura pelo iogurte não vingou nesta terra.
Mas eis que a agora a Danone tenta uma aproximação ao mercado. Com uma gama limitada mas ainda assim melhor que todos os iogurtes a litro que para aí andam.
E oh para mim a comprar e a comprar! Há que incentivar as tentativas de invasão de mercado!
Por isso deixo um apelo a todos os que me lêem e vivem em Copenhaga:
Toca de encher o frigorífico com iogurtes Danone! A ver se eles se instalam no mercado e eu fico mais consoladinha com o meu iogurte diário!
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Maffa
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quarta-feira, junho 21, 2006
Lisboa à Chuva

Fui a banhos para o sul e voltei mais pálida que os meus colegas dinamarqueses que trabalharam a semana toda e iam para o parque nas horas vagas.
Nunca voltes ao sítio onde foste um dia feliz!
E é o que eu sinto nestas pequenas visitas a Lisboa. Sabe tão a pouco que fico com saudades do que já foi meu...
É mais a nostalgia que a felicidade.
Saudades do tempo em que uma semana de chuva não interessava, ou quando um café cancelado ficava para outro dia.
Um dia conheci um emigrado na Dinamarca há 20 anos e dizia que já não ia a Portugal há 15. Que adorava Portugal por isso para voltar, só quando fosse de vez... Senão o coração consumia-se aos poucos. Na altura não o compreendi.
Mas agora entendo-o tão bem!
2 Anos e meio é muito!
Já não fazemos parte da vida de quase ninguém. Somos meio estranhos no meio dos amigos.
Mais vale congelar o passado e relembrar apenas o que foi bom e intenso e não foi apodrecido pela distância.
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12:30 a.m.
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sexta-feira, junho 09, 2006
Quase a voar!

Segunda-feira vôo para Portugal.
Uma semaninha de calor, praia, sardinhas e futebol, Amigos e sorrisos...
e aviso a todos daí - vale tudo menos nao me ligar a combinar um cafézinho!
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quinta-feira, junho 01, 2006
Fim-de-semana familiar

Pois foi ganhei uma sobrinha, já de 7 anos, que todo o fim-de-semana me derreteu a chamar-me de tia! E olhem que aqui não há tias por afinidade ou por respeito...
Tive um fim-de-semana familiar com a família do T. que mora na Jutlândia. Aqui as distâncias são MUITO longas, pois eu nunca tinha ido a casa deles! E já namoro com o T. há dois anos...
O ponto alto do fim-de-semana foi a comida. Minha gente come-se bem por aqueles lados... oh oh! A família toda é fã do Jamie Oliver, é livros, é tábuas de cozinha, é aventais, tudo assinado pelo mestre de culinária.
Ao jantar havia quantidades e qualidades de comida tais de tal forma que estes olhos nunca experimentaram tamanha fartura em terras do norte.
É que em Copenhaga quando se vai a casa de alguém jantar, tem de se ter cuidado com o que se tira para o prato e ver bem se não se está a tirar a dose do outro. É tudo escasso, e uma pessoa fica logo cheia, só porque sabe que não pode repetir.
Mas a Jutlândia pelos vistos não passa necessidades :)
Outro ponto alto foi o meu domínio da lígua Xinamarquesa! ouvia atentamente as conversas familiares e quase que percebia tudo... Excepto as piadas. É que as piadas têm sempre uma ou outra expressão que nao conheço ou sao ditas no meio de uma gargalhada e ficam imperceptíveis para emigrantes!
Foi muito bom! Mas fez-me ter saudades da MINHA família!
Para variar a companhia T e maf não é lá muito boa a coleccionar pictoricamente os momentos familiares Kodak e não vos posso mostrar a minha sobrinha viking, resta uma foto das avezinhas, nossas favoritas.
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Maffa
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quinta-feira, maio 25, 2006
Aproveitem bem, agora só no Natal!
Feriados:
Enquanto em Portugal há sempre um feriado à porta, aqui eles estão todos no Natal, na Páscoa e em Maio. Já está!
Um rei pouco cristão decidiu concentrar todos os dias religiosos (que não fossem Natal e Páscoa) num: O dia de todas as orações. A bem da produtividade!
Agora depois destas três semanas com pausas, ou fins-de-semana gigantes quase seguidos, é secura até ao Natal.
Gosto de feriados, assim como gosto de coisas grátis. Pode ser o gelado mais manhoso mas se é oferecido assim no meio da rua sabe-me pela vida.
Pode ser o dia mais chuvoso mas se é grátis ficar em casa dá-me kilos de sorrisos e de preguiça.
Férias é bom, mas gastam-se! Dou por mim a contar dias... quantos faltam, será que vão ser bem aproveitados?
Às vezes pergunto-me donde será que vem esta falta de ambição?!
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Paciência de Mae

É esperar 5 anos regando o vaso todas as semanas.
Esperar 5 anos para que uma flôr desabroche porque foi uma prenda do filho.
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sábado, maio 20, 2006
A vida maravilhosa das técnicas de laboratório:
As técnicas são as personagens mais poderosas de qualquer laboratório.
Estão lá há muito mais tempo que tu alguma vez vais sonhar estar, e por isso sabem como tudo funciona, onde estão os novos kits, e quais as regras criteriosas a cumprir.
Fazem as soluções mais tediantes com as concentrações correctas e o pH acertado: coisa que qualquer um se quer esquivar, e por isso devem ser muito bem tratadas...
Mas o que eu quero mesmo contar é a vida maravilhosa destas mulheres de pipeta em punho.
-Ganham muito mais do que qualquer estudante de doutoramento.
-Trabalham das 8h30m às 16h, isto se tiverem um dia MUITO ocupado. Vão para casa sem problemas de consciência e sem ter de ler artigos ou preparar apresentações.
-Não têm que ter resultados. Tanto lhes dá que seja positivo, negativo ou assim-assim, é para o lado que dormem melhor...
-Têm emprego garantido, todos os laboratórios precisam de milhares de técnicas. Nada melhor que uma mão-de-obra rápida, que não faz perguntas, não pensa e executa sem querer nome nos pappers.
-Têm um poder de concentração dos mais poderosos que já vi: São capazes de falar o dia todo Non stop sem aparentemente se enganarem na experiência...
Agora que percebo a maioria das conversas fico espantada com teor das mesmas, no outro dia partilhavam, para quem não fosse surdo, qual a posição em que dormiam na cama, quem empurrava quem, e quem roubava o edredão. Oh por amor de Deus! Maldita hora em que fui aprender Dinamarquês...
Sempre pensei que era pouco estimulante ser técnico e tal, nem viajavam nem faziam cursos...
ENGANO! As técnicas do meu laboratório vão frequentemente a África, para colher amostras, ajudar em cursos, são a ajuda preferida, porque são quem está lá para dar uma mãozinha. Enquanto um estudante de doutoramento para fazer trabalho de campo tem de ter um projecto, resultados no laboratório que justifiquem a ida ao campo, e já estar muito avançado no trabalho!
Já se percebeu não é tou Ressabiada! Ah pois estou! Será que este ano vai todo o laboratório à Tanzânia menos EU?
Olhem para a lista e chorem comigo:
1.M. is in Moshi, Tanzania 29/05-23/06 for field work
2.P. is in Korogwe, Tanzania 22/05-30/7 for field work
3.T. is in Moshi, Tanzania 29/06-15/07 for field work
4.N. is in Korogwe, Tanzania 22/05-10/06 for field work
5.T. is in Morogoro, Tanzania 29/06-19/07 for field work and to participate in a workshop at Sokoine University
6.T. is in Morogoro, Tanzania 29/06-01/08 for field work and to participate in a workshop at Sokoine University
7.K. is in Morogoro, Tanzania 09/07-01/08 for field work and to participate in a workshop at Sokoine University
8.L. is in Morogoro, Tanzania 02-09/07 to participate in a workshop at Sokoine University
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quinta-feira, maio 18, 2006
A visita mais desejada...

Oh para as duas sereias da minha vida!
Passado 2 anos e seis meses tive finalmente a visita da minha irmã!
Custou mas foi...
Quando eu quero muito uma coisa, fico com tanto medo que não aconteça, que começo inconscientemente a imaginar como seria se o prometido e combinado não se tornasse realidade.
Preparo-me para o pior... que é para não me desiludir, tal o desejo é tão grande que se for por água abaixo sem nenhuma mentalização, provoca danos irreparáveis.
Por isso dei por mim, a pensar... e se não vier?! E se houver um programa mais irresistível?!
E havia!
Mas a minha sereia veio na mesma, e eu feliz! E as duas da vida airada a dominarem Copenhaga.
Uma é loura outra é morena... 
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Maffa
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terça-feira, maio 09, 2006
Nonstop

Aqui a Eurovisão ainda dá que falar. É o que eu digo, esta gente é muito agarrada ao passado, o que fazia sucesso há vinte anos continua a entreter hoje em dia.
O T. diz que eles gostam é de gozar com a Eurovisão... Mas cá para mim é ele a defender a honra nacional.
Agora está a dar um programa em que se ouvem todas as músicas vencedoras de todos os países participantes, assim como uma preparação para a Grande Noite da final.
Noite essa em que as pessoas se reúnem em casa de uns e doutros para comentar, ouvir, votar... E por isso mais vale já ter ouvido as músicas pelo menos uma vez.
Mas ao que interessa, acabaram de arrasar com a música Portuguesa.
Estes vikings também não são nada meigos, de 1 a 5 a pontuação foi entre 0 e 1, disseram que era a pior das piores, que nenhuma delas cantava, e que quando fosse a sua vez seria o intervalo para ir à casa-de-banho.
Oh meus senhores, não era preciso serem tão ofensivos! As miúdas até se mexiam bem...
Mas o que é que vocês julgam?! Que a gente ainda liga à Eurovisão? Aquilo é coisa do passado... E quem lá vai hoje me dia, são as carinhas larocas com voz de cana rachada que lá vão parar porque não foram aceites no casting dos morangos com açúcar ou no Elite Model Look.
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Maffa
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11:48 p.m.
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segunda-feira, maio 08, 2006
Vida de Parque

O sol e verão, só penso em bronzeado, dieta, exercício físico e roupa... Por isso vão ter de aguentar as superficialidades dos pensamentos que se seguem.
Vida de Parque é do melhor que há. Então no início da estacão quente não há nada melhor! Atrevo-me a dizer que nem a praia...
Quando o calor aqui começa a rebentar numa semana inesperada, fica tudo doido e são dias e dias em que vale tudo menos ficar em casa...
Quando vivia em Lisboa, os primeiros dias de calor só pensava em ir à praia, mas ao mesmo tempo era evitar ao máximo ir com amigos.
O desconforto da pele bem branca, dieta não acabada e bikinis reduzidos, arrepiava-me toda só de pensar... A única hipótese era ir à praia mais escondida com a mãe ou irmã ou outra grande amiga, no máximo!
No Parque uma pessoa escapa aos comentários da sereia mais esculpida, que se despe mal põe o pé na areia e diz simpáticamente: "Então não te despes? não tens calor?"
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Maffa
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11:08 p.m.
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sexta-feira, maio 05, 2006
Semana SIM
Foto: Mariann Rundstrøm
O sol brilha, o calor relaxa, e a disposição é tão dependente do tempo. Acabei de ver um filme um tanto ou quanto depressivo, mas eu nem reparei. Quase... Isto porque se passava na Austrália, e o calor era constante e as pessoas de alcinhas, e eu a pensar... ai quem me dera! e vestidos bonitos e bronzeados. E nem pensava nos dramas das doenças e dos acidentes.
A semana é SIM tenho bons resultados no trabalho, é melhor festejar agora antes que se descubra que afinal foi tudo ilusão, problemas de afinidade mascarada e que deitaram fora o sonho de uma semana. Investigação é assim: uns anos de subida e uns segundos de queda livre.
E estou bem-disposta, e escolho estar, e porque é que a boa disposição é tão volátil e dependente de factores superficiais como o tempo, os resultados, o jantar de ontem ou a declaração de amor de amanha?
O que vale é que a felicidade é mais estável, é mais minha amiga de todas as horas. Aquela com que posso contar quando a má disposição me ocupa a casa.
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12:34 a.m.
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quarta-feira, maio 03, 2006
É a Loucura!!

Tragam os óculos de sol!
Desempoeirem as sandálias,
Vale tudo menos estar dentro de casa,
é a Loucura do calor Dinamarquês!!
Vamos chegar aos 20 graus!
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Maffa
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2:23 p.m.
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terça-feira, maio 02, 2006
Há pessoas...

Há pessoas que têm mesmo uma estrelinha, que nos põem um sorriso, que nos ensinam a ser positivos e a viver bem a vida.
Há quem não se importe com um fim-de-semana cheio de chuva, mesmo quando se anda em turismo, todo o dia na rua.
Há quem se ria e esteja curioso por cada pormenor da minha vida só porque é a vida de uma amiga, e queira saber Mais e tudo; e eu conto, conto tudo, e gosto...
Há quem vibre com os acontecimentos da rua, queira saber e pergunte, tire fotos e domine a àrea.
Há quem nos diga num momento de fúria: RI-TE! e fica a má disposiçao resolvida...
E há quem nos traga pastéis de nata, moscatel, tremoços e línguas-de-gato com conversas crocantes saborosas.
Mais de um fim-de-semana em Cheio AQUI
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8:22 p.m.
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quarta-feira, abril 26, 2006
Ódio de estimaçao
foto: Tony Dummet
Todos nós temos os nossos ódios de estimação... Espero não ser a única!
O meu ódio do momento é Francês, parasita o meu gabinete, tem um hálito poderoso que infesta o gabinete inteiro quando ele fala mais do que dois minutos seguidos, tem um aviso sonoro no computador que é um tiro de metralhadora que dispara sempre que ele recebe um mail.
É completamente incapaz de se desenvencilhar sozinho e está sempre a pedir ajuda para o que quer que seja, incluído pedir-me a sua própria morada, porque ele que chegou há 4 meses a Copenhaga ainda não sabe de cor a morada da residência onde eu tb já vivi.
Está-me sempre a perguntar como vai o meu trabalho nas alturas que eu tenho menos tempo e paciência.
Fala muiiittto baixinho, E está sempre a contar os seus planos para o próximo fim-de-semana, para o próximo mês, para o próximo ano.
Sem eu nunca lhe perguntar nada!
Enfim, não posso com ele... e só o meu fundinho bom samaritano e a minha ética de colega ainda me faz responder às milhares de perguntas dele diárias.
Como tenho lá em cima um anjinho que adora gozar comigo, este meu ódiosinho de estimação, idiota, sortudo de uma figa, filho de uma ovelha amestrada, vai ser mandado para a Tanzânia em trabalho de campo durante um mês.
Tudo o que EU queria. E ele só cá chegou há 4 meses!
Enquanto eu fico em Copenhaga a gozar a chuvinha de primavera, mas ao menos contente por não o ter por perto...
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11:50 p.m.
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sábado, abril 22, 2006
Mais da Dinamarca escondida

Aquilo é mesmo plano... Mas plano mesmo! Sem no entanto ser Chato =)
Aqui o único montinho que vem é artificial: um dique para a impedir a entrada abrupta das águas em tempos de tempestade.
Aqui e ali se viam casas destruídas devido a uma ou outra tempestade arrasadora que destrói tudo.
A última foi em 1999 e foi muito forte.
A casa onde nós ficámos tinha sido comprada pelos amigos do T. no dia antes dessa tempestade, e sobreviveu intacta! Os donos felizes da vida mostravam orgulhosos a sua fortaleza protectora.

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11:40 p.m.
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Adeus Ritola!

A minha companheira de sofá ronronante.
Eu gostava de te fazer todas as vontades proíbidas pelas regras da casa...
Roía-me a caneta até quando eu estava a estudar e gozávamos juntas o sol que entrava pela janela.
A pergunta perferida das visitas era: Está grávida?! NAO!! é gorda... minha gordinha! Mas de focinho sempre elegante.
Foi terminar os seus dias magrinha e sem vontade de comer...
Saudades Ritola, a gata mais esperta do mundo.
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11:27 p.m.
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quinta-feira, abril 20, 2006
terça-feira, abril 18, 2006
Vá para fora cá dentro
foto: Jens Peter Fage
Mesmo que o cá dentro seja lá fora.
Valeram a pena estas férias na Dinamarca escondida.
Lá onde os olhos não têm obstáculo, onde o vento é mais forte que tudo e nos faz sentir bem vivos, onde as estradas são sempre a direito e as pessoas cumprimentam desconhecidos.
Uma Dinamarca a sério sem a eficiência do costume e com um brilho nunca visto.
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2:49 p.m.
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terça-feira, abril 11, 2006
domingo, abril 09, 2006
Os estragos do inverno
O inverno fez os seus estragos nas semanas que ainda agora passaram.
Sim, está quase a acabar, mas o resto que falta? E a chuva que não pára?
Digam-me mal de Portugal que é para eu não andar assim...
E por favor nada de Anima-te foleiros.
O T e o PhD, quatro letrinhas apenas que fazem com que a vida esteja aqui.
Um abecedário inteiro fica por lá...
O culminar foi a substância estranha que me caía pela cara ao ouvir o hino do mundial.
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1:04 a.m.
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quinta-feira, março 30, 2006
Nunca expliquem o que é uma canja...

Esta semana estou tal e qual uma enfermeira dedicada.
A doente não sou eu, mas fui eu que acabei por comer canja a semana toda.
Em vez de pronunciar as palavras mágicas "Come que faz bem!" fui responder às perguntas inquisidoras:
- O que é?
- É uma sopa feita da água de cozer galinha com caldos Knorr e com arroz a boiar.
GRANDE ERRO = Agora quem come a canja sou eu
Caramba, esta nação nunca comeu uma canjinha? Não sabem o que é bom e o que cura tudo...
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12:46 a.m.
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domingo, março 26, 2006
doi-me tudo

Já cá estou há mais de dois anos mas só este fim-de-semana me decidi a experimentar a dor de um corpo dorido, esmagado e alterado devido a umas botas apertadas e umas tábuas deslizantes nos pés.
Aquilo o que me fez lembrar foi um parque aquático: Tudo contente em filinha à espera de deslizar dali para baixo, uns miúdos giros e bronzeados a dizer quando é que podíamos ir: Tal e qual o Slide and Splash, a alegria do meu verão.
As primeiras horas foram passadas na pista dos putos com indianos crianças e eu, a tentar dominar a técnica da travagem. Mas o que eles não explicam é que aquela é a pior pista de todas para uma pessoa aprender. Isto porque está repleta de obstáculos. O miudinho que decidiu cair e ficar na pista a fazer birra, o pai babado a tirar uma foto mesmo no meio do meu percurso ou um simples grupo de praticantes distraídos a conversar no meio de tudo. Tudo alvos a abater pelos meus skis assassinos.
Quando se está prestes a desistir... a ficar no café a ler um livro e aproveitar o solinho bom, há qualquer resto de masoquismo que nos faz continuar e tentar mais uma vez. Fiz um upgrade para a próxima pista e pronto, sem tantos obstáculos e com um elevador muito melhor pude dar largas às minhas descidas.
No fim do dia, lá me esparramei aos pés de umas chinesinhas e aí desisti.
Para o ano há mais.
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9:20 p.m.
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terça-feira, março 21, 2006
ir para ver

"O ás cegas nao é um blog qualquer, nem um blog igual aos outros, ou pelo menos quero acreditar que nao... é um blog criado com 3 meninas que um dia perceberam que as suas vidas nao se iam resumir ao quartinho na casa dos pais, à rua onde sempre brincaram, à comidinha sempre preparada por outros, à caminha sempre feita... e muito menos à cidade que sempre chamaram sua...
o ás cegas é a historia, os pensamentos, as sensaçoes, os sonhos de quem um dia deixou para tràs o que mais adora, que passou a viver com memórias e recordaçoes de algo que lhe faz falta... de quem descobriu que o mundo é bem maior...
mas que no fundo sabe que o coraçao pertence sempre a um lugar mais distante...
é um espaço aberto... aberto a quem o quiser preencher, a quem quiser partilhar, a quem gostar de saber... viva ou nao em "casa", fora ou dentro de portugal, ame ou nao lisboa... é um lugar para qualquer experiencia.
espero que o leiam, que o usem, que o preencham de historias, de contos, de sonhos e de tantas outras manifestaçoes de saudade, alegria, tristeza, paixao, amor, rancor... em relaçao à vossa propria cegueira com que fazem por vezes as coisas mais simples da vida..."
By Bikuka
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12:50 a.m.
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sábado, março 18, 2006
Oh para mim a dominar a língua:

Anda aqui uma música dinamarquesa que dá a toda a hora na rádio e é cantada por umas estrelas pop.
Eu com o meu elevado entender de Dinamarquês, ouvi e percebi logo do que é que se tratava:
O refrão que repete até à exaustão é “A primeira namorada do mês”
Bem, eu tirei logo as minhas conclusões: estes Dinamarqueses são mesmo superficiais... como é que é possível... a fazerem uma música a incentivar à promiscuidade!! Até contei aos estudantes que nao falam Dinamarquês lá do meu laboratório. A minha língua viperina a encarregar-se de espalhar a minha descoberta.
Hoje ao ler o jornal Copenhagen Post (em Inglês): TV2 ganham muitos prémios nos Danish Music Awards com a sua música “The first lovers on the moon”
Ah!! Afinal é isso. Que romântico...
Mas vejam lá se não é parecido:
“De første kærester på Måned” – As primeiras namoradas do mês
“ De første kærester på Månen” – Os primeiros namorados na lua
Fazem palavras tão parecidas... olha... sujeitam-se aos meus julgamentos imediatos
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12:09 p.m.
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quarta-feira, março 15, 2006
Ponto de equilibrio
Uns - Trabalho melhor quando estou stressado...
Outros - Que sorte! Eu cá SÓ trabalho se estou stressado.
Eu - Stresse a mais - paraliza-me
- Sem stress - relaxa-me demasiado
O ponto de equilibrio é extremamente instável e a produtividade tende para zero.
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5:23 p.m.
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terça-feira, março 14, 2006
Devaneios de um domingo de manhã ou leva-me contigo e vamos para Lisboa
O Sol brilha e entra-me pelo cérebro adentro.
Acorda Acorda, o sol brilha lá fora... não vais ficar em casa.
10h - Pequeno-almoço gostoso - sozinha
10h30 - T. Acorda! Ummmhhh
11h30 – A actividade na casa limita-se ao meu trombudo lavar de pratos ruidoso.
12h30 – A actividade na casa limita-se ao meu deitar fumo pelas orelhas por ter um corpo inanimado no quarto.
13h00 – A campainha toca: Ah mais um rapaz giro daqueles que vêm pedir para igreja:
Ele – És Portuguesa?
Eu – ?!?! Como?!?
Ele – vi pelo nome na porta.
Eu – és Brasileiro? (o rapaz além de ser um regalo visual, nem se percebia que era estrangeiro)
Ele – Não, sou daqui mas vivi o ano passado em Lisboa.
Eu - Ah que giro...
Ele – tchau!
Eu - tchau...
E agora penso eu, porque é que aquela conversa de beira de escada que tinha tanto potencial foi tão curta:
Hipótese 1 - Ele ainda estava traumatizado com o tempo que uma conversa ocasional pode durar em Portugal = Um vizinho 5 minutos, a senhora do supermercado 10 minutos, um encontro ocasional com um conhecido 15 minutos = e pôs-se ali a mexer antes que aquilo desenvolvesse...
Hipótese 2 – Ele é nórdico e sempre o será o que quer dizer: Eficiência Eficiência Eficiência, não aprendeu com o estágio em terras da qualidade de vida e acha que até trabalho de voluntariado tem de ser expoenciado ao máximo.
Hipótese 3 - Ele percebeu pelos meus olhos brilhantes e rosto rosado que eu tinha ficado encantada com aquele presente matinal.
A seguir fui acordar o T. e dizer que se ele não se levantasse NAQUELE momento eu ia atrás do rapaz: giro, activo de manhã, que faz alguma coisa para melhorar o mundo que falava Português, e que já tinha vivido em Lisboa.
Remédio Santo!
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10:49 p.m.
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domingo, março 12, 2006
Reality Sunday

É surreal o número de reality shows que a televisão Dinamarquesa tem.
Eles não fazem novelas nem muitas séries Dinamarquesas. Então enchem a programação com reality shows americanos e dinamarqueses.
- 2 Famílias que trocam de mulher por umas semanas a ver o que dá.
- Casas renovadas, do chão ao tecto.
- Equipas de buisness people competem por desafios que o Donald Trump lhes propõe e no fim despedem sempre um da equipe vencida.
- A beldade e o Nurd. Este é muito cómico: juntam miúdas muito loiras com nurds de várias espécies: de computadores, de física, de astronomia e até um birdwatcher... e depois cada um tem diferentes tarefas. As beldades acabam sempre por dizer que os nurds afinal até são boas pessoas. Dahhhh
- Hotel Paradise
Mas do pior de todos, vi um bocado no outro dia: Filmagens no serviço de estrangeiros e fronteiras no aeroporto da Austrália.
Em que as pessoas querem entrar para o país e depois avaliam os diferentes casos, a maioria são recambiados para o país de origem sem apelo nem agravo.
É tão estúpido ver ali a humilhação e o desespero das pessoas que acabaram de perder uma fortuna num voo sem poderem cumprir os seus objectivos. Qual é o interesse de um programa daqueles?! Será uma campanha da Austrália para que ninguém pense sequer em ir para lá?
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10:19 p.m.
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quarta-feira, março 08, 2006
À procura de inspiração

O brilho nos olhos vai abrandar de ritmo...
Vou escrever mais raramente e só de vez em quando.
Dou por mim a escrever só por escrever e não quero.
Apenas um aviso aos leitores mais exigentes.
Até para a semana!
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11:33 p.m.
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segunda-feira, março 06, 2006
Uma Flôr e um Pintassilgo

Isto de reencontrar amigos da primária tem que se lhe diga! é do melhor que há...
Num dia, companheiras de cola peganhenta, e noutro descubro que ela faz estas coisas bonitas.
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11:44 p.m.
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Esta gente não liga aos óscares...
Eu excitadinha da silva a chegar ao computador pela manha para ver quem ganhou, a perguntar aos meus colegas se já sabiam... e nada. Ninguém queria saber...
Pelo menos os do meu laboratório não vêm nem ligam.
Que estranho. Eu sempre falei disso todos os anos, sempre tentava ver os filmes que estavam nomeados e quase toda a gente em Portugal falava disso: do miúdo ao graúdo...
Que turn-off...
Aqui vai a minha vencedora favorita:
Por isso é que eu ando com um desejo inconsciente de pintar as unhas de vermelho :-)
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domingo, março 05, 2006
Surviving...
O G. é um personagem do meu laboratório. O mais relaxado membro que podíamos ter adquirido. E que lufada de ar fresco! Há que intercalar o excesso de eficiência nórdica com os bons vivants africanos que nos vão aparecendo.
O G. bate os meus recordes de parlapiê telefónico. Eu e ele competimos pelo telefone do laboratório... aquele em que ninguém nos olha de lado por estarmos a baralhar a concentração.
Vem dos Camarões, e este frio mata-o.
Descobriu a sua comunidade camaronesa aqui e é quem tem a vida social mais agitada, mas mesmo assim sempre que alguém lhe pergunta:
- So how are you?
- Surviving...
O G. é do tipo de passar no frigorifico, encontrar um cervejinha e sentar-se na cozinha a relaxar e beber em pleno expediente.
O melhor de tudo é quando lhe perguntamos sobre namoradas:
- bem... tem algumas... descai-se... Fica tudo escandalizado a querer saber mais. E depois ele escapa-se à pergunta vindo com explicações metaforizadas em que fala de ovos e carregar ovos... Bem, uma pessoa não pode só ter um ovo, porque quando o transporta pode-se partir. Então o melhor é ter ovos espalhados por vários sítios para ter a certeza que pelo menos um se escapa.
Tem pai que é cego!
Tudo isto para introduzir este texto a não perder: Homo Africanus Sexualis
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11:28 p.m.
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Momento de Loira do fim de semana

Ver filmes com orientais é difícil... É quase impossível decorar as caras das personagens. Quem é quem?! E quando decidem fazer flashbacks? A confusão toma conta do tico e do teco.
Dah...
Bem, mas aí está um exemplo de que a alta expectativa não destruiu a experiência. Grande filme! = oldboy
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Maffa
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9:58 p.m.
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quinta-feira, março 02, 2006
Anti-exibicionismo II
Hoje numa reunião com o Big boss:
A- O M. (Pós Doc) teve aqui uma ideia
M- Não... quer dizer, não fui eu... isto veio de uma longa troca de mails entre mim e A (tb pós doc)
A- Mas a ideia final foi tua...
M- Sorrisinho tímido bem...
Possas pá... se quiserem eu não me importo de dizer que essa ideia genial foi minha, caramba!
O que eu oiço é que os pós docs são do mais competitivo que há... mas estes competem por pôr os louros no outro... Eh eh.
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12:12 a.m.
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